04/11/2025

Solta o ar!



Eu fantasio tanto sobre você.

Vejo as fotos e vídeos que eu fiz de você repetidas vezes.

Escuto seus áudios várias vezes ao dia, só pra ouvir sua voz.

Imagino, todas as noites, como seria se, de repente, você tocasse a minha campainha — num dia em que ficaríamos só nós dois.

Eu fantasio tanto que, quando te encontro de verdade, o mundo dá uma paradinha. E você parece de mentira.

Tipo no dia em que você apareceu todo de preto na porta da minha casa — quando eu nem esperava que viesse. Eu nem tinha me preparado pra ter que respirar normalmente ao te ver.

Acho que prendi o ar por alguns minutos, até raciocinar que você estava ali e eu precisava fingir que isso não era tudo o que eu queria. 

O tempo parou um pouco naquela hora: a porta abrindo, você aparecendo. Larissa, solta o ar!



P.s.: Eu te dei parabéns. 👹

29/10/2025

Que se cansem e vão embora

Depois de 126 anos, decidi ler Dom Casmurro.

Tempos atrás, numa conversa com minhas amigas, chegamos à conclusão de como o inglês é uma língua pobre. Em português, temos palavras específicas pra todos os vieses. Então, ler Machado de Assis era o meu plano pra tentar fugir dos termos inglesados que ando falando por aí.

E sim, é tudo isso que dizem.

Achei que ia ser mais uma leitura tipo Morro dos Ventos Uivantes, que eu me forço a terminar só porque detesto deixar livro por ler.

Dia desses eu estava — aqui mesmo, inclusive — falando sobre as vozes na minha cabeça. E como é impossível saber como funcionam as vozes na cabeça das outras pessoas, já achei que ia acabar adicionando “esquizofrenia” à minha coleção de diagnósticos. Mas aí li isso aqui hoje:


“Não podendo rejeitar de mim aqueles quadros, recorri a um tratado entre a minha consciência e a minha imaginação. As visões feminis seriam de ora avante consideradas como simples encarnações dos vícios, e por isso mesmo contempláveis, como o melhor modo de temperar o caráter e aguerri-lo para os combates ásperos da vida. Não formulei isto por palavras, nem foi preciso; o contrato fez-se tacitamente, com alguma repugnância, mas fez-se. E por alguns dias, era eu mesmo que evocava as visões para fortalecer-me, e não as rejeitava, senão quando elas mesmas, de cansadas, se iam embora.”

 

Se Machado de Assis tinha vozes — que ele, bonitamente, chamava de consciência e imaginação — e elas conversavam sobre os mesmos assuntos que as minhas, quem sou eu pra me dizer esquizofrênica?

Então, mais tranquila, sigo aqui evocando as visões, esperando que elas se cansem e vão embora.

O tempo se dissolve

 

"É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios."


Dom Casmurro - Machado de Assis

28/10/2025

Quase

 


Eu imagino, às vezes, por um milésimo de segundo, que você sente a mesma coisa que eu.

Imagino que o que você fala ou faz também é uma forma de chamar minha atenção, igual tudo que eu falo ou faço também é uma forma de tentar chamar a sua.

Por um segundo, eu penso que estamos errando tentando acertar — por isso não deu "certo" até hoje.

Imagino que você passa o dia todo esperando dar 20h pra perguntar se eu vou à academia, igual eu fico o dia todo esperando dar 20h pra você me perguntar se eu vou à academia.

Mas aí eu volto pro mundo real — onde é um milagre que você ainda me espere pra ir malhar e me chame para dizer qualquer coisa. Neste mundo, o nosso "quase" está tão frágil que falta muito pouco pra desaparecer, e virararmos meros "bom dia" e "boa tarde" no elevador.

Quando isso acontecer, vai sobrar eu, aqui embaixo, te escutando viver e tentando adivinhar o que você está fazendo aí em cima.

Ah, hoje é seu aniversário,
e eu não vou te dar parabéns,
preciso transformar "nosso quase" em nada.

25/10/2025

hiperracionalizar

Será que eu hiperracionalizo as coisas? 

Dia desses tava ali arrumando minha cozinha, coloquei meus copos novos no lugar, e fiquei lembrando o quanto eu tive que pensar para chegar a conclusão de aqueles eram os copos ideais. 

  1. Eu amei os copos quando vi, encaixam na estética minimalista que estou buscando. 
  2. Cabe uma colher dentro para mexer meu leite com toddy, eu perguntei para a Bel antes de comprar.
  3. Assim que chegou testei para ver se caberia na lava-louça, se não coubesse, teria que trocar. Coube.
  4. Medi meu armário pra ver se eles caberiam de forma confortável. Mentira, não medi, mas enquanto os copos não chegaram eu fiquei sofrendo pensando que eles só não iriam caber.
  5. Até achei um outro mais bonito, mas esse que eu comprei, se quebrar eu consigo acha-lo facilmente para repor e não ficar tendo aflição de ter um numero ímpar de copos. 
E isso não é só sobre copos. É sobre tudo na minha vida. 

Monólogo

PT1 

Consciente: 

Larissa, você acabou de sair de um relacionamento de seis anos. Você sabe que não acredita em relacionamentos. E não vai nos fazer bem entrar em qualquer tipo de relação agora.

Não faz o menor sentido moldar sua vida pra caber na vida do vizinho de cima - que não tem absolutamente nada a ver com você. Ele sabe quantos jogadores tem num time de futebol de salão, e num time de futebol socite. Você não sabe nem escrever socite.

Subconsciente (rindo):

Seu relacionamento de seis anos deu certo? Não, né? E foi com um cara que tinha tudo a ver com você.

Quem sabe se tentarmos alguém que sabe quantos jogadores tem num time de futebol society? Aprendi a escrever society, joguei no Google.

Vou mandar mensagem pra ele perguntando se vai na academia. E ainda vou correr pra me vestir no horário em que ele for sair.

É só dizer pros outros que tem medo de ir sozinha à noite. Vai lá, apressa sua vizinha pra correr igual uma maluca também.

 PT2

Consciente:

Precisamos querer estar sozinhas. Precisamos querer o celibato. Precisamos não correr atrás de ninguém.

Qualquer relação agora vai ser ruim pra nós.

Se der certo — ruim. Porque não acreditamos nisso. E você já vai entrar sabendo que vai acabar.

Se der errado — pior. Principalmente se for com o vizinho de cima. Você vai se sentir péssima ao ouvir os passos dele chegando do trabalho às 19h, todos os dias.

Vamos fazer uma lista:

1. Não mandar mensagem puxando assunto. Em hipótese nenhuma. Nem no WhatsApp, nem no Instagram. (Ele nem reagiu ao último post que você enviou pra ele, sabe?)

2. Não moldar horários pra cruzar com ele. Lembra quando você saiu uma hora mais cedo pra tentar encontrá-lo no hall? Você ofereceu carona, e ele nunca aceitou. 

3. Ir à academia sozinha.Você pode malhar na hora do almoço, é bem melhor. Você só vai à noite pra tê-lo de companhia. Só para no trajeto poder ir tentando conhecê-lo, já que ele, além de não dizer praticamente nada sobre a vida dele pra você, ainda não se interessa nem um pouco pelo que está acontecendo na sua.

4. Pare de envolver seus amigos nisso. Sério. Tá ficando feio.

5. Pare de dar em cima de todo mundo.
Você está bem sozinha. Você sabe disso. Você não quer date, só quer reencontrar amigos e se dedicar à família.

Por enquanto é isso. Mas certamente tem mais. 

Subconsciente:  

Olha! Ele mandou mensagem no grupo! Vou responder no particular dele com algo que vai te deixar morrendo de vergonha por dias.

Olha aí, ele respondeu e ainda te fez uma pergunta. Viu? Te falei que ele quer conversar com a gente.

Checkboxes

Eu terminei seis anos de relacionamento com um cara que preenchia quase todos os meus checkboxes. Uma coisa — a falta de ambição dele — me fez deixar seis anos de bons momentos, carinhos e amor para trás.

E não foi por falta de tentar. Minha consciência queria muito aproveitar novamente a companhia dele, ficar feliz em vê-lo cozinhar nossa comida, conseguir dormir abraçada, rir de novo das coisas que ele falava, querer estar perto o tempo todo a ponto de conversar pela janela do banheiro que dava para a área de serviço, enquanto um de nós tomávamos banho.

Mas meu subconsciente não me permitia. Ele me forçava a fazer tudo ao contrário: reconhecer o quanto ele era carinhoso, mas não retribuir; fugir dos abraços dele antes de dormir, ou dormir antes para não ter que abraçar; fugir da conversa, achar defeito na comida, dentre tantas outras coisas tóxicas que eu fiz.

E, após fazer cada uma dessas coisas, me arrepender amargamente — doloridamente — de tê-las feito.

Eu começo um relacionamento sabendo que ele vai ter fim.

Fico todo ele tentando mensurar o quanto falta pra terminar, quanto tempo falta até eu não aguentar mais e ter que passar pelo longo período de término que acontece na minha cabeça.

Tenho dito na terapia que não acredito que seja possível ser feliz em um relacionamento — que não seja possível duas pessoas viverem felizes em um relacionamento.

Eu genuinamente não acredito — nunca acreditei.

Sim, tem toda aquela história de trauma familiar e blá-blá-blá.

Mas também tem o fato de que esse lugar de não acreditar tira toda — ou quase toda — a frustração de tentar e não conseguir.

Porque eu sei que não vou conseguir.


O subconsciente

Show. Ótimo. Tenho todo o racional.
Eu não acredito em relacionamentos.
Eu não quero entrar em um relacionamento.

Eu sei disso tudo que eu disse.
Eu sinto tudo isso.
Eu sentia tudo isso dentro de um relacionamento
Eu duvido que isso vá mudar dentro de mim.

Mas aí vem ele de novo, o subconsciente. (Ou sei lá como a psicologia chama essa força que vem do mesmo lugar de onde todo o meu consciente racional vem.)

Há uma constante discussão na minha cabeça — realmente uma discussão — onde duas vozes tentam se aconselhar, mas no fim acabam reprimindo uma à outra, por ter feito algo, ou por não ter feito.

Queria poder dar nome a elas, minhas vozes, mas tô meio sem criatividade agora. então vamos identifica-las como o Consciente e o subconsciente.

O subconsciente sempre acaba fazendo o que quer.
O consciente está ali, tentando instruir, encontrar métodos pra impedir que o subconsciente aja sem pensar nas consequências.

Essa briga é diária.
E está insustentável. 

24/10/2025

Câmera lenta

Ontem bebi uma taça de vinho e já comecei a ver tudo em câmera lenta.

Olhei pro lado — e estava você.
Pensei comigo: “preciso guardar isso na minha cabeça” — e comecei a gravar.

Você sorrindo e seu olho quase sumindo, em câmera lenta.
Seu pescoço ficando cada vez mais vermelho por causa da cerveja.
Seu cabelo começando a crescer de novo ali na nuca — eu prefiro assim.

Eu consigo ver lentamente tudo de novo: seu pescoço, seu ombro (seu ombro!!!), a blusa verde bem colada.
Você segurando a garrafa de cerveja, bebendo — e depois abrindo um sorriso, com os dentes e com os olhos.

Você, que quase nunca fica sério — e quando fica, levanta a sobrancelha, fazendo parecer que o que eu digo é a coisa mais interessante do mundo.
Só que depois esquece completamente tudo o que eu falei.
Esquece de mim.

Esquece que eu fiquei te olhando fixamente por muitos segundos, gravando na minha cabeça milimetricamente cada expressão sua.


14/10/2025

Hyperfixated

 


Hyperfixated for sure. 

12/10/2025

Falei de você na terapia




Falei de você na terapia— nem uma, nem duas… mas muitas vezes. Falei dessa obsessão sem sentido nenhum.


Falei de você, mas nem tive coragem de contar tudo.

De contar que abaixo o volume da TV pra escutar seus passos.

De quando acordo antes das 7 e fico em silêncio pra tentar te escutar vivendo.

Que às vezes fico olhando pro teto e imaginando como você está deitado em cima de mim.

De como me esforço, quase caindo da cama, pra conseguir ver sua varanda e saber se você já chegou do trabalho.

De como eu luto, de hora em hora, contra a vontade de te mandar uma mensagem, falando uma bobagem qualquer.

De como tenho usado meus pensamentos obsessivos como remédio pra dormir — porque me perco todas as noites nas mesmas fantasias, cada dia em um ângulo, um motivo… uma roupagem diferente.


Não contei de quando eu fiz dez pessoas se virarem contra uma pessoa por quem senti ciúmes dela com você. E não parei até ninguém mais conversar com ela — e a acharem a mais maluca de todas. O que não é mentira, mas eu não tô agindo de forma tão diferente assim.


A gente não tem nada a ver, mas eu tô me moldando pra começar a ter. Não é absurdo?

Só conheço um recorte de você, só vejo o que quero ver — e mesmo sabendo de tudo isso, eu ignoro e continuo a minha obsessão. Obstinação. Sei lá.


É horrível, mas é tão bom sentir.

Sentir de novo.

Sentir a Larissa de 20 anos, rindo meio envergonhada, da Larissa de 33 sentindo essas maluquices outra vez.

Talvez eu só queira isso: não conseguir.

Porque depois que eu consigo, perde a graça — a obsessão vira apatia.

Não quero mais

Me lembro perfeitamente bem de um texto que escrevi por aqui, descobri agora que foi ha 16 anos atrás, lembro tão bem que pude encontra-lo colocando somente uma palavra na busca: "sofá". 

Acordou as 8, olhou para o lado, ninguém. levantou lavou o rosto, mal-mal escovou os dentes e se enfiou em uma roupa qualquer. Correndo ela foi à padaria comprar café e biscoitos e depois pegou o ônibus, lotada de pastas, papeis e saudades. Correria, gritaria, computador, olheira, dor de cabeça e mais uma vez saudades. Enfim o fim, digo, fim do dia. Pegar metrô e novamente passar na padaria para comprar café e biscoitos, porque não tinha animo pra fazer café apenas pra ela. Chegou em casa largou tudo em cima da mesa e sentou no sofá um pouco rasgado e disse: "é tenho de trocar esse sofá", e derepente, do nada, alguém lhe tapa os olhos e diz baixinho, tudo o que ela queria ouvir o dia inteiro. Agora ela tem motivos para fazer um café, e esse motivo compensou todo o dia de correria e agitação.

Eles agora estão deitados, fazendo planos para (como diz a previsão do tempo) um sábado de sol.

Ela? quem sabe eu, Ele? ainda não sei...

Ler isso hoje, depois de terminar um relacionamento de 6 anos (e de trabalhar em home office), é tudo o que eu menos quero. Mas que bom que eu já tive tudo exatamente assim, pra saber que eu não quero mais.  

13 anos atrás

 Tava relendo os meus textos de 13 anos atrás e encontrei isso aqui:

Tô meio que cansada dessa minha vidinha, quero um amor, quero uma apartamento só meu, quero um gato, quero um estoque enorme de chá gelado de limão, quero um trabalho inspirador, quero um motivo para voltar para casa que não seja o cansaço. 

Amanhã vou comprar um estoque enorme de chá gelado de limão, pra Larissa de 20 anos ficar feliz, porque foi só o que faltou viver.  

18/03/2019

Volta

E de repente você estava ali, na minha frente, abrindo esse sorrisão que não sai da minha cabeça. E eu dizia "Volta Bruno", alguém me disse para te falar isso sem nem mesmo imaginar que era tudo que eu queria te dizer há meses, mas você não voltou, pra sobriedade talvez, pra mim não.

Meu pedaço

Não aguento mais sentir meu coração pular com cada nova notificação no meu celular. Não aguento mais procurar novas fotos e notícias suas por aí. Não aguento mais criar justificativas para sua ausência. Não sei o que aconteceu comigo, tudo revirou aqui dentro de mim desde o dia em que acordei faltando um pedaço, aquele que eu deixei aí com você, na sua cama, no seu cheiro, no seu beijo no seu cabelo enroladinho que eu deixei atrapalhado.

Com o tempo para de doer...eles dizem

Parece que tempo nenhum é o suficiente, parece que quanto mais ele passa mas você mexe com tudo aqui dentro. Sempre Sem querer me pego pensando, revirando aquele dia, revirando as nossas mensagens, revirando qualquer resquício seu que sobrou na minha vida para achar meu erro, achar o meu defeito, achar qualquer justificativa para você ter sumido dessa forma e deixado essa bagunça em mim. Já coloquei a culpa em algo sobrenatural, já coloquei a culpa em você, já coloquei a culpa em mim, funcionou por um tempo, até eu perceber que a culpa que eu tanto procurei é do meu ego frágil, da minha autoestima que nunca tinha aparecido até um pouquinho antes de você surgir na minha vida, e ela foi embora junto com você, e isso ainda dói, muito.



Ei Moço, que noite ein? Eu, você, e uma tonelada de coisas acontecendo dentro de mim que me impediram de racionalizar meia dúzia de palavras. O que me restava então? Beijar a sua boca que há uma semana atrás eu nem sabia que existia e agora tenho calafrios só de lembra dela encostando na minha. Nos dois ali meros conhecidos doidos de vontade um do outro, meu corpo pegando fogo de vontade de ter você é você sem entender o porquê de eu estar tão quente...a resposta é simples: você. Tudo tão rápido, me encheu de expectativas na mesma velocidade, e agora só sobrou um vazio, e a tristeza de talvez nunca mais saber do seu dia no estágio e nem como anda a reforma do seu quarto.
Você me deu esperanças de novo rapaz, esperança de achar alguém nesse mundo louco, de me interessar e de realmente me preocupar com outro alguém mais uma vez. Mas estou três casas na sua frente e você com um monte de obstáculos que eu já sabia que existiam, mas boba que sou, achei que não eram páreos aos meus próprios obstáculos, mas você me desarmou rapaz, e isso tá doendo tanto.

14/10/2013



Engraçado como esse blog funciona como o meu coração, sempre foi assim.

Meu coração agora bate por uma só pessoa que sabe bem cuidar dele, que faz com que ele se sinta especial e cheio de si por ter encontrado alguem assim.
Desde então fins de semana parecem mais curtos e domingos mais dolorosos, e eu que acha que domingos não podiam ser piores, eu que não sabia o quão ruim era sair de um abraço apertado para enfrentar uma semana cansativa.


22/07/2013

Você disse que ninguém nunca escreveu sobre você, e fez aquela cara que eu faço quando você me nega uma foto. Pois bem, eis aqui o seu texto:
O texto sobre como eu me derreto com seu sorriso, mesmo vendo ele de 5 em 5 segundo, porque você não para de rir, e eu adoro isso.
Sobre como eu me senti quando você me puxou para você muito forte quando estava dormindo.
Um bocado de palavras sobre como eu não conseguia parar de olha pra você deitado no meu colo meio derretido sob meus carinhos na sua barba.
Sobre a reação que seu olhar e sua mordida de labio tem sobre mim.

08/04/2013